Uma organização precisa escalar os recursos rapidamente se deseja aproveitar o poder do Big Data e da Internet das Coisas (IoT), antes que alguém o faça. Isso significa que todas, mesmo a mais lucrativa das organizações terá que voltar-se para a nuvem pública para suportar essas novas arquiteturas, estejam elas prontas ou não.

Algo que já é realidade no mercado de tecnologia mundial: conforme reporta o Technology Business Research, a receita do segmento de Internet das Coisas (IoT) cresceu quase 15% no último trimestre de 2015, chegando a US$ 6,7 bilhões, impulsionado em grande parte por um aumento explosivo nos serviços em nuvem. A cloud computing, de fato, exibiu o maior crescimento anual de sua história até o momento, subindo quase 80% até alcançar US$ 604 milhões em receita. O dimensionamento de processamento e armazenamento são os dois serviços mais procurados, muito compreensivelmente, mas a maior parte dos ganhos fica com os provedores de nuvem que também prestam serviços eficazes de gerenciamento de dados e de segurança para a Internet das Coisas E workloads de Big Data.

Internet-das-coisasFato é, porém, que a infraestrutura e o mercado de cloud para a Internet das Coisas ainda está engatinhando, e muitos dos principais provedores de serviços, como Amazon, Microsoft e Google, estão em busca da fórmula mágica que levará as implementações a um outro nível de (alta) velocidade. O mais recente concorrente é a Samsung, que acaba de lançar a nova plataforma de nuvem Artik como uma alternativa para plataformas mais estabelecidas como Microsoft Azure e IBM Bluemix. O serviço oferece APIs abertas e ferramentas especializadas, projetadas para quebrar as barreiras entre as plataformas, dispositivos e infraestrutura que possam introduzir silos altíssima produtividade em implementações de Internet das Coisas, reporta Jef Cozza, da rede NewsFactor. Ao mesmo tempo, a Artik mune a Samsung com um framework abrangente para reunir seu próprio portfólio de dispositivos conectados, que inclui desde smartphones a máquinas de lavar inteligentes e frigoríficos.

“Basta observar a extensão da estratégia da Samsung com o framework Artik para perceber o quão confuso o campo da Internet das Coisas já se tornou”, comenta Dieter Bohn, editor do site The Verge. Primeiro, há a Artik 10, um pequeno computador ARM semelhante ao Raspberry Pi que engloba a maior parte dos recursos de sistemas embarcados baseados no Artik. No topo, há a Artik Cloud, que se conecta não só com os próprios produtos da Samsung, mas com concorrentes, como a Amazon Echo, Fitbits e, através do serviço IFTTT, com praticamente qualquer outra coisa que estiver online. Além disso, há o projeto SmartThings, que incorpora esforços anteriores como SAMlio, tudo já consolidado sob a marca Artik. E isso sem nem sequer tocar em muitos projetos terceiros de Internet das Coisas, como Brillo e Weave, e o fato de que mais padrões e plataformas IoT estão surgindo quase que diariamente. Portanto, parece que vai levar um tempo até que alguma organização ofereça algo próximo a um ecossistema IoT, se vier a existir tal solução.

Isso não é de todo surpreendente, claro, considerando que praticamente toda grande iniciativa tecnológica é fruto de vários esforços de desenvolvimento. A IoT, de fato, está emergindo como uma linha de produtos de diferentes tipos para a Intel, que tem tudo, mas desistiu de fazer progressos significativos na última grande fronteira tecnológica: as comunicações móveis. A empresa anunciou recentemente que irá descontinuar quase toda a linha Atom, basicamente cedendo os mercados de smartphones e tablets para a arquitetura ARM. Em vez disso, a empresa se concentrará na computação em nuvem e IoT, fazendo o que faz melhor, que é desenvolver tecnologias de processadores que carregam alto desempenho, programação e larga interconectividade para acomodar os workloads empresariais mais exigentes. Para este fim, o CEO Brian Krzanich afirma que as linhas de produtos futuros irão incorporar tecnologias como comunicação 5G, field-programmable gate arrays (FPGAs) e novos designs inovadores de chips corroborando para a expansão da “Lei de Moore” no futuro.

De certa forma, a IoT traz a indústria corporativa de volta às suas raízes: infraestrutura massiva mandando para longe cargas de dados massivas para dar sentido a sistemas e processos complexos. A boa notícia para as empresas é que o advento de recursos escaláveis na nuvem permite que a infraestrutura se ajuste a workloads personalizados sem ter que lidar diretamente com hardware e integração de software, balanceamento de carga, configuração de recursos ou qualquer uma das tarefas de gerenciamento monumentais que afligem a infraestrutura de dados legados.

Isso não significa que a nuvem não vai custar nada; só que seus custos serão dimensionados conforme a necessidade. Tudo o que a empresa precisa fazer é garantir que o valor gerado pelo Big Data analytics e pela IoT justifique a despesa.


Fonte: It Business Edge

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