Consultorias indicam que a terceirização libera o executivo de TI para construir um novo perfil profissional e encampar a transformação corporativa.

À medida que tecnologias e tendências colocam a digitalização no centro dos negócios, os CIOs ou executivos de TI têm a oportunidade de se tornarem líderes digitais. A constatação é do Gartner 2015 CIO Agenda, estudo global realizado com 2.800 CIOs, segundo o qual 75% dos executivos estão conscientes que precisam mudar para ter sucesso no mundo de novas empresas digitais e adaptar seu estilo de liderança nos próximos três anos. Para isso, os executivos de TI estarão mais próximos dos presidentes das companhias, os CEOs, e liderando o impacto digital durante esse período de transição.

Mas, como conciliar o dia a dia da TI com a demanda por inovação? E mais: como adaptar o já apertado orçamento a essa atual realidade? A pressão por inovação não se traduz em aumento dos orçamentos de TI, revela o Gartner. A demanda de fazer mais com menos, e reduzir o custo da TI é ainda premente, com uma média dos investimentos no setor crescendo apenas 1% em 2015.

A estimativa de mercado é que quase todo o orçamento previsto para inovação em TI estará comprometido com tecnologias da Terceira Plataforma (Cloud, Mobilidade, Big Data e Social Business), algo que, além de novos investimentos, remete ao desenvolvimento de novos modelos de negócio, demanda profissionais experientes em diferentes áreas, globalização e, obviamente, à urgência por projetos e políticas de segurança da informação e privacidade.

A alternativa, segundo a IDC, é contar com empresas especialistas em otimizar os investimentos e transformar organizações em negócios digitais. Pietro Delai, gerente de Pesquisa e Consultoria da IDC Brasil, diz que uma das requisições recorrentes nas corporações é a substituição do custo fixo da tecnologia em custo variável. “Não é questão de Capex ou Opex, mas ter o custo da operação da TI relacionado ao resultado da empresa. Ou seja, se está vendendo mais, a empresa aceita uma infraestrutura maior e, consequentemente, mais cara. Mas se as vendas caem, não faz sentido manter o custo alto da infraestrutura”, explica Pietro.

Variações

O Outsourcing de TI é composto por várias atividades, que vão desde a impressão de documentos e infraestrutura (servidores e storage), passando por full Outsourcing até chegar à terceirização de processos de negócio (BPO – Business Process Outsourcing). Em 2015, segundo a IDC, o setor deve apresentar desempenho um pouco mais tímido do que nos anos anteriores, com crescimento de apenas um dígito em relação ao ano passado, devido ao comportamento irregular da economia, mas se mantém com alto potencial de receita.

Pensando na aderência corporativa, o primeiro passo do Outsourcing dentro das empresas é a camada de infraestrutura – máquinas, sistemas de armazenamento, processamento e comunicação. Após isso, gradativamente as funções vão sendo assimiladas pelos negócios até chegar à camada dos aplicativos. “O que vai diferenciar as corporações não é a automação ou adoção de novas tecnologias, mas os resultados que a companhia extrai dessa infraestrutura. Por isso, os projetos de Big Data estão em uma rampa de crescimento, para a extração de valor do que se tem dentro de casa”, indica Delai.

Outro fator que eleva a demanda pela terceirização da TI é a escassez de mão de obra qualificada. Delai diz que há um descompasso entre a formação de profissionais e a demanda do mercado. “Empresas de médio porte geralmente só possuem um profissional especializado em áreas mais complexas como segurança e conectividade. Com isso, muitas regras de segurança, por exemplo, não estão documentadas e aumenta-se o risco no caso de substituição ou troca desse técnico”, alerta o gerente da IDC.

“Por isso, a indicação do Outsourcing é conveniente. Ao invés de um profissional, a empresa terá a sua disposição um provedor de serviço, com 10, 12, 20 profissionais. Em áreas em que há dificuldade de reposição de mão de obra, o Outsourcing não só garante a continuidade do negócio, como oferece uma maior tranquilidade”, diz ele.

Seleção

Para escolher um parceiro tecnológico, a recomendação é que as empresas observem se o provedor de serviço tem visão inovadora, ou seja, escolha um parceiro cujo objetivo esteja alinhado com o atual cenário e garanta a proteção dos investimentos no futuro; se o provedor de serviço tem expertise em todas as etapas – procure um parceiro para assisti-lo durante o projeto, do planejamento e implementação, até o suporte durante o ciclo de vida do produto; tenha experiência tecnológica; largo portfólio de produtos, serviços e software e uma metodologia de consultoria e implementação reconhecida.

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