Com um crescimento historicamente próximo de 10% ao ano, o mercado brasileiro de TI que já vinha encolhendo desde 2012 com a desaceleração da expansão para o patamar de 6%, acompanhando apenas a inflação, registrou uma piora no primeiro semestre deste ano.

Houve uma piora nas condições financeiras das empresas e os gastos com TI ficaram estagnados em relação ao ano passado, de acordo com um levantamento da IT Data, empresa brasileira de pesquisa e estudos de mercado e consultoria. Segundo o estudo, vários segmentos como a indústria, agronegócio e utilidades públicas contribuíram para a queda do resultado geral.

“Importante mencionar que o custo da mão de obra de TI está aumentando. Isso compromete a capacidade de novos investimentos por parte das empresas, uma vez que boa parte do orçamento é direcionada ao pagamento de pessoal”, explica Ivair Rodrigues, diretor de pesquisa da IT Data.

A capacidade de consumo das pessoas que compram produtos de informática também piorou bastante este ano. Segundo o analista, houve aumento de preços devido a valorização do dólar, há mais dificuldade na obtenção de crédito e o consumidor está mais endividado.

Além disso, houve uma mudança de comportamento de compra. O consumidor continua comprando PCs, mas trocando menos o produto. Por outro lado, o interesse dele hoje está voltado aos smartphones, que terão um crescimento de 34% nas vendas neste ano. “Mesmo os tablets correm o risco de perder espaço para os smartphones com telas maiores, o que está sendo uma tendência muito forte”, afirma Rodrigues.

Com isso, o mercado de TI caiu 1% no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, o que é um resultado inédito no Brasil. Para o segundo semestre, a IT Data não vê possibilidade de haver uma grande recuperação no mercado de TI de modo geral.

“Vários segmentos estão com dificuldades financeiras e a apreensão sobre os rumos da política econômica brasileira ainda cria incertezas. O aumento do dólar faz com que os preços de aquisição de hardware e software subam, pressionando o bolso tanto das pessoas físicas quanto o das empresas.”

Fonte: TI Inside on line

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