A edição São Paulo do TDC este ano foi recheada de boas trilhas envolvendo os mais variados temas em tecnologia, incluindo Big Data, análise de negócios e até mesmo impressão 3D, IoT e inteligência artificial. Uma das trilhas de destaque, contudo, foi a de “Infraestrutura Ágil”, abordando o DevOps na sua essência, qual seja, a plena integração entre infraestrutura e desenvolvimento de software. Foram dezenas de palestras interessantes somente nessa trilha – sem desmerecer as demais, evidentemente – mas para este post nos concetraremos em uma sessão de 3 lightning talks sobre as ferramentas de automação Puppet, Chef e Ansible. E também sobre o que rolou no FISL e no DevOpsDays de Poa (leia abaixo).

No TDC São Paulo, Eduardo Neves, sysadmin experiente com mais de 15 anos de carreira trabalhando para grandes e pequenas corporações, incluindo governos, falou sobre Puppet. Bruno Almeida, da Rivendel, apresentou um hands-on dos recursos do Chef. E Diego Morales, nosso especialista DevOps, falou sobre o Ansible. Uma dica: acompanhe também a hashtag #TheDevConf no Twitter e Facebook para saber mais sobre outras trilhas do evento, que completou 10 anos de existência.

Características do Puppet

Eduardo Neves destacou a importância de se implementar a gerência de configuração no desenvolvimento de software, usando a ferramenta Puppet para manter o controle de versão do código produzido, minimizando falhas e sobretudo detectando erros mais facilmente. Entre as características do Puppet, ele destaca as mais importantes:

Idempotência: capacidade de uma operação ocorrer “n” vezes sem que seu resultado final seja alterado

Gerência de estados: o Puppet somente irá aplicar as configurações se o estado atual do node estiver diferente do estado desejado

Cross-platform: o Puppet’s Resource Abstraction Layer (RAL) permite que nos concentremos somente nas configurações: detalhes de implementação, nome de comandos e formatos de arquivo ficam por conta do RAL.

Simplicidade: Ansible

Diego Morales ressaltou a necessidade de se pensar a infraestrutura como código, e frisou a importância de aplicar a gerência de configuração para o controle de versionamento, para obter testes automatizados e maior consistência nas implementações, e principalmente para evoluir o aprendizado e o conhecimento na área. Também fez um hands-on com exemplos de códigos automatizados usando o Ansible. Para ele, a melhor forma de um sysadmin começar a mudar a forma de pensar e trabalhar sob a filosofia agile é usando o Ansible, por ser a ferramenta mais simples das 3 mais conhecidas — sendo Puppet e Chef as outras duas.

No FISL (Fórum Internacional de Software Livre), Diego apresentou a palestra “Puppet, Ansible, Salt: Maturidade, Simplicidade e Flexibilidade”, onde descreve em profundidade a utilidade de cada ferramenta de automação de código para cada cenário proposto, e apresenta também outra ferramenta, menos conhecida, porém não menos útil: o Salt. A palestra dele no FISL pode ser vista na íntegra no link: http://hemingway.softwarelivre.org/fisl17/41d/sala41d-high-201607151403.ogv

E os slides estão disponíveis abaixo:

Referências:

Christiano Linuxmen e Diego Morales, juntamente com Aprigio Simões, criaram um projeto chamado #papodesysadmin. Para interagir com eles, procure pela página “Papo de Sysadmin” no Facebook, ou acesse pelo Telegram. Na semana passada eles gravaram um webinar para comentar as trilhas de DevOps do TDC, FISL e DevOpsDays, os dois últimos realizados em Porto Alegre:

Guto Carvalho foi também um dos coordenadores da trilha Infraestrutura Ágil no TDC. Ele escreveu um artigo bem interessante sobre o papel do desenvolvedor x profissional de infraestrutura entitulado “O que é DevOps afinal?”, que você pode acessar aqui: http://gutocarvalho.net/octopress/2013/03/16/o-que-e-um-devops-afinal/

Por último, haverá também a trilha de Infraestrutura Ágil no TDC Porto Alegre e quem desejar apoiar a trilha ou ajudar na organização do evento, basta entrar em contato pelo email: contato@papodesysadmin.org.

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