Com o intuito de fortalecer o networking com empresas fornecedoras e acompanhar as novidades da indústria de óleo e gás, o estaleiro EBR terá representantes na Rio Oil & Gas 2014, que vai de 15 a 18 de setembro no Riocentro. De acordo com o presidente do EBR, Alberto Padilla, a maior importância do evento são as palestras e atividades paralelas.

Originado por meio da associação entre a japonesa Toyo Engineering e a brasileira SOG Óleo e Gás (Setal), o estaleiro EBR atuará na fabricação de FPSOs e equipamentos de apoio às atividades offshore. Previsto para janeiro de 2015, o estaleiro está aproximadamente 80% pronto e aguarda a liberação da Licença Operacional para iniciar as atividades de fabricação.

Como surgiu a ideia da Toyo Engineering e da SOG Óleo e Gás para criar a EBR?

A SOG e Toyo já estavam trabalhando consorciadas em vários projetos de onshore no Brasil há mais de 10 anos. Portanto, foi natural fazer a joint venture TS Participações e Investimentos, que controla o EBR, com participação acionaria de 50% cada uma.

Que serviços serão executados no estaleiro de São José do Norte?

O escopo de serviços do estaleiro será a fabricação de FPSOs e outros equipamentos de apoio às atividades offshore.

Para quando está prevista a conclusão do projeto?

A conclusão está prevista para janeiro de 2015. O estaleiro está aproximadamente 80% pronto e nós estamos aguardando a liberação da Licença Operacional para iniciar as atividades de fabricação. Falta concluir a segunda parte do cais, que, quando terminado, terá 790 metros de comprimento e 12 metros de calado.

Como foi feita a escolha do local?

A escolha do local foi baseada, principalmente, em sua localização na Lagoa dos Patos, cujas águas possuem um canal de acesso com calado de 18 metros, e nos incentivos do governo do Rio Grande do Sul para atrair a instalação de indústrias do segmento naval no estado.

Como está a carteira de encomendas?

Temos o contrato para a realização dos serviços de engenharia, fornecimento de materiais e construção do FPSO P-74 para a Petrobrás. A primeira fase de construção do Estaleiro demandou investimentos da ordem de R$ 500 milhões.

Como você avalia os incentivos governamentais para incrementar a competitividade da indústria naval brasileira?

Os governos federal e estadual têm se empenhado para incentivar programas de aumento da competitividade da Indústria Naval. Mas esses esforços têm se mostrado insuficientes para que aconteça um salto competitivo efetivo. A política de conteúdo local tem sido o incentivador para indústria Naval e sua cadeia de suprimento, porém ainda faltam as reformas tributária e trabalhista. A atual situação onera significativamente os serviços no Brasil, quando comparados a indústrias similares de outros países.

Você vai participar da Rio Oil & Gas?

Eu não estarei no Brasil nos dias da feira, mas o EBR terá representantes no evento. Não temos estande, mas, como somos bastante procurados por fornecedores, faremos esse networking. Além disso, é importante ver as novidades do setor no mundo, assistir às palestras e participar das atividades paralelas.

Fonte: Petronotícias

Share This