Prosseguindo com nossos posts sobre telefonia IP iniciados com Entendendo Telefonia IP e VoIP abordaremos nesta oportunidade como dimensionar uma central telefônica IP que chamaremos de PBXIP.

O ponto inicial para o dimensionamento de uma central telefônica, independente de sua tecnologia, é definir o modo como ela se interligará a operadora de telefonia (que no jargão da telefonia é chamado de entroncamento) e o número de ramais necessários.

O que precisamos definir?
  • O entroncamento com a operadora de telefonia fixa
  • O entroncamento com a operadora de telefonia celular
  • O número e tecnologia dos ramais

Entroncamento analógico, entroncamento digital e entroncamento IP

A seguir descreveremos as alternativas de entroncamento e suas diferenças.

Entroncamento analógico – FXS & FXO

É o tipo mais antigo e usado até hoje. Nesta caso um par de fios entronca o assinante com a operadora de telefonia. Cada par de fios corresponde a um número do assinante. A limitação é que caso o assinante necessite de vários números, a quantidade de fios necessários pode ser um problema. Os termos FXS e FXO correspondem as portas usadas pelas linhas de telefonia analógica.

FXS – Foreign eXchange Subscriber

É a interface que fornece a linha analógica ao assinante. Em outras palavras é o plug na parede onde ligamos nosso telefone analógico. A linha da operadora que chega em sua casa é fornecida por uma porta FXS da central da mesma.

FXO – Foreign eXchange Office

É a interface que recebe a linha analógica da operadora. Em outras palavras um telefone analógico tem uma interface FXO.

Entroncamento Digital ou E1

No Brasil o entroncamento digital disponibilizado pelas operadoras de telefonia é denominado E1. Com esta tecnologia cada tronco E1 entrega até 30 linhas ao assinante. Esta alternativa resolve o problema mencionado acima do grande número de fios necessários para entregar as 30 linhas e permite o chamado DDR (Discagem Direta a Ramal) onde cada ramal do PBXIP recebe ligações externas diretamente.

Entroncamento IP

Neste caso o entroncamento com a operadora de telefonia é feito via um link de dados ou internet usando o protocolo TCP/IP.

Entroncando com a operadora de telefonia fixa

A tabela abaixo apresenta um resumo das alternativas para o dimensionamento do PBXIP no tocante ao entroncamento com a operadora de telefonia fixa:

Tipo entroncamento Interface necessária no PBXIP Quantidade de troncos por interface
Analógico FXO 1
E1 (Digital) E1 Até 30
IP Ethernet depende da banda do link

Entroncando com a operadora de telefonia móvel

Para o entroncamento com a telefonia móvel são usadas interfaces GSM. Cada interface pode ter mais de um chip permitindo que a mesma interface opere com números e operadoras diferentes a cada ligação.

A tabela abaixo apresenta as alternativas para o entroncamento com a telefonia móvel:

Tipo entroncamento Interface necessária no PBXIP Quantidade de troncos por interface
GSM GSM Normalmente até 2 permitindo 1 ligação por vez

Definindo o número de ramais

Numa central convencional a definição do número de ramais é simples pois para cada usuário teremos um respectivo ramal. Este ramais normalmente são analógicos (temos também ramais digitais mas não os abordaremos neste post).

Já numa central IP o número de ramais pode ser maior que o número de usuário pois poderemos ter, para um mesmo usuário, um ramal em sua mesa, um ramal em seu desktop e um ramal em seu smartphone ou tablet.

A definição básica que precisa ser tomada é se os ramais serão analógicos ou IP.

Ramais analógicos

É usado quando se deseja manter a estrutura de telefonia já existente o que inclui o cabeamento e os telefones analógicos. Neste caso o PBXIP precisará de uma interface FXS para cada ramal. Atualmente estas interfaces são normalmente disponibilizadas por equipamentos chamados de gateways. Um gateway contém várias portas FXS e uma porta ethernet para sua ligação ao PBXIP compatibilizando a tecnologia IP com os telefones analógicos.

Ramais IP

Os ramais IP usam a tecnologia nativa do PBXIP e são ligados ao mesmo via a rede de dados. Outra facilidade é que os ramais IP permitem uma variedade de opções:

  • Telefones IP – Alguns diferenciais dos telefones IP:
    • Bridge (ponte): permite compartilhar o ponto de rede com o desktop. Você liga o ponto de rede no telefone IP e o desktop no telefone. Com isso não é preciso colocar novos pontos de rede para os ramais IP.
    • PoE (Power over Ethernet): recurso onde a alimentação elétrica do telefone IP é fornecida pelo switch ao qual o mesmo está conectado. Se o switch PoE estiver ligado ao nobreak está resolvido o problema de falta de energia elétrica.
    • Provisionamento: recurso que vincula o ramal IP com o MAC address do aparelho. Com isso o ramal pode conectado em qualquer ponto da rede que funcionará normalmente pois ao contrário de ramais analógicos não estão vinculados ao local onde estão ligados e sim ao MAC address do aparelho. Isso acaba com o problema usual dos ramais analógicos onde sempre é preciso a intervenção de um técnico toda vez que um ramal é trocado de lugar.
    • Display: muito comum em todos os modelos permite recursos como Bina e mensagens de texto.
  • Softphones – softwares que podem ser instalados em desktops, notebooks, smartphones ou tablets. Eles permitem a grande variedade de alternativas para os ramais IP. Um softphone instalado em seu smartphone permite atender as ligações de seu ramal de qualquer local garantindo uma mobilidade sem precedentes para seus números de telefonia fixa.

Esperamos ter ajudado para seu entendimento em como dimensionar um PBXIP.  Aguarde nossos próximos posts onde prosseguiremos no detalhamento desta tecnologia.

Enquanto isso aproveite para complementar seus conhecimentos acessando nossas dicas de leitura:

Se quiser conhecer nossa linha de produtos para telefonia IP nos visite ou baixe o infográfico com os diferenciais do PBXIP da Propus.

Bom proveito e até a próxima!

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